sábado, 30 de agosto de 2008

GOLD STREET Cap 5

Ainda estava frio. Victor estava deitado em sua cama vendo TV quando o telefone tocou. Victor atendeu ao telefone ao lado, e era seu amigo Felipe, que ligou assustado.
_Alô, Victor!
_Eeeu... – respondeu com uma voz sonolenta.
_Sou eu Felipe, estavas dormindo?
_Quase... Eu to vendo TV.
_Ah foi mal, passa aqui em casa agora, tenho uma coisa pra te mostrar. – Falou ligeiramente empolgado.
_Ta legal, vou me arrumar e vou indo pra tua casa, também tenho uma coisa pra te mostrar.
_Ta, até logo. – Desligou
Victor procurou o controle da TV e não encontrou, levantou da cama e abriu o armário bagunçado. Vestiu uma camisa pegou a caixa dourada que estava sobre o criado mudo e saiu do quarto deixando a TV ligada. Entrou no corredor da casa que leva até a cozinha, bebeu um pouco d’água e saiu pela porta dos fundos. Ainda havia neblina na rua e fazia frio. Olhava para os lados e via poucas pessoas andando pelas ruas da cidade, passando agora pela rua do hospital desviou o caminho e seguiu para casa de Léo. Léo estava na frente de sua casa com o cachorro.
_Fala Léo, borá na casa do Felipe? - Perguntou Victor quando chegou.
_Ele ta fazendo o que lá?
_Ele me ligou agora pouco falando que tem uma coisa pra me mostrar, aí eu falei que eu também tinha algo pra falar pra ele. – Mostrou a caixa dourada. _ Pega a tua caixa e vamos a casa dele.
_Hum... Ta legal espera um pouco que eu vou lá dentro pegar a minha. – Léo prendeu o cachorro e entrou na casa correndo.
Alguns minutos depois o garoto saiu da casa e os dois foram para a casa de Felipe. Passando agora pela praça os garotos percebem uma grande movimentação por ali. Os garotos foram ver o que estava acontecendo. Havia alguns garotos por ali da mesma roda de amigos e foram perguntar o que tinha acontecido. Uma garota de mais ou menos 1,70 de altura e cabelos escuros e longos estava por ali, os dois garotos a conhecem.
_Haline? – Chamou Léo.
_Oi Léo, oi Victor, vocês viram o que aconteceu ontem à noite? – Perguntou a garota também sem saber o que estava acontecendo.
_Não, o que aconteceu? – Victor se adiantou.
_Eu também cheguei agora, mas me parece que uma cratera abriu ali no meio da praça inexplicavelmente. – Completou Haline.
_Ã como assim uma cratera!? – Exaltou-se Léo.
Victor nota em Haline que há um colar com uma chave no pescoço da amiga parecida com a que estava com a Katarina, e da um toque no amigo. Haline segura à chave com se estivesse protegendo e depois pede para os garotos a seguirem.
_Venham comigo, tem alguma coisa muito estranha por aqui, vocês não estão sentindo? – Comentou a garota passando pelo meio da multidão.
_Haline, agora que você falou, eu também estou sentindo um clima pesado, mas é estranho por que isso só acontece quando... – Victor parou de falar espontaneamente e também parou de se mexer.
_Victor por que tu paraste assim, aconteceu alguma coisa? – Perguntou Léo.
Victor parou e olhou diretamente para a cratera que estava no meio da praça. Léo começou a olhar atentamente para a cratera também junto com a Haline e por uma fração de segundo Léo observa algo se mexer dentro da cratera.
_O que é aquilo... – Diz Victor baixinho.
_O que aconteceu com o Victor, Léo! – Perguntou Haline preocupada.
_Não é coisa boa, Victor está vendo coisas que normalmente não vemos, devemos sair daqui, pois não é seguro, precisamos tirar todas essas pessoas daqui também. – Falou Léo segurando o braço direito da Haline e puxando Victor pela manga da camisa.
Os três andaram até a esquina e Victor retomou a consciência. E voltou a olhar para trás nervoso. Léo e Haline também olharam.
_O que foi que tu viste Victor! O que tem lá? – Perguntou Léo.
_Aquilo não é seguro, há alguma coisa poderosa lá dentro e não é desse mundo é perigoso para qualquer pessoa ficar por ali. Eu vi uma pessoa sem alma sair de lá, mas as outras pessoas não podem ver e ela está caminhando por ali com um zumbi. – Explicou.
_Isso só pode ser brincadeira tua, como assim zumbi? – Perguntou a garota incrédula.
_Depois a gente explica, mas tem alguma coisa muito estranha acontecendo aqui na Vila esses tempos, essa tua chave aí, por exemplo, como foi que tu a conseguiste, Haline? – Perguntou Léo.
_Ã como assim? Eu não sei, ela apareceu no meu quarto enquanto eu dormia essa noite. – Tentou explicar.
_Isso também é estranho, vem com a gente Haline, Victor liga pra Katarina e pro Diego, precisamos falar com eles. – Ordenou Léo.
_Espera aí a gente tem que ir lá com o Felipe antes, ele ta esperando a gente.
_Liga pra ele também e pede pra ele vir aqui, com certeza o que ele tem pra falar é sobre o que a gente suspeita.
_O que ta acontecendo, eu to começando a ficar com medo disso. – Falou Haline.
_É pra ter medo mesmo, pois isso não é nada normal. –Falou Léo.
Victor pegou seu celular e ligou para Katarina e Felipe. Léo tentava explicar para Haline o que estava acontecendo. As pessoas que estão em volta da cratera começam a irem embora. Felipe chega alguns minutos depois e se junta aos amigos, trás algo semelhante a um tabuleiro fechado em baixo dos braços. Katarina e Diego chegam logo depois.
_Caraca, o que é aquilo no meio da praça? – Perguntou Katarina levando as mãos à cabeça.
_Parece uma cratera, o que foi aquilo? – Felipe olhou para os lados.
_A gente também não sabe, mas sabemos de coisas que outras pessoas também não sabem e que pode ter haver com o que está acontecendo. – Falou Victor.
_Tipo o que, também tenho uma coisa pra mostrar pra vocês que eu acho muito suspeito. – Completou Felipe.
Quase meia hora depois Victor e Léo explicaram a situação, pareceu loucura, mas todos perceberam que era exatamente o que estava acontecendo. Felipe explicou sobre o tabuleiro e mostrou todos os pontos luminosos que havia e notou que o ponto mais forte estava ali bem perto deles.
_Tudo indica que esse ponto maior é essa cratera. – Suspeitou Felipe.
_Ainda bem que não tem mais ninguém ali, só aquele gato branco ao lado daquela árvore. – Apontou Katarina.
_Gato branco? – Lembrou Léo. – Esse gato ta atrás da gente desde ontem, mas que diabos ele ta querendo?
_É verdade eu me lembro dele atrás da gente na rua. – Lembrou Victor olhando para o gato.
_Deve ter alguma coisa haver mesmo, olhem só ele também é um ponto no tabuleiro, bem fraco parece até que ta tentando esconder a presença, mas é ele sim.
_Vamos lá então, a gente não vai resolver nada se ficarmos aqui parados. – Falou Haline começando a andar em direção a cratera.
Haline andava em direção da cratera, os outros se entreolharam e fizeram um sinal de positivo com a cabeça e seguiram a garota.

terça-feira, 27 de maio de 2008

GOLDSTREET Cap 4

Katarina olhava fixamente para a chama da vela ao centro do quarto mal iluminado, pensava nas coisas estranhas que estavam acontecendo nas ultimas horas e não consegui achar uma razão sensata para isso, pegou uma das lanternas levantou e foi ao banheiro. Victor também estava olhando fixamente para a chama da vela, seu olho estava quase fechando e seu raciocínio não estava bem naquele momento, então não se importou quando de repente a chama da vela passou de laranja para um verde claro, mas avisou aos amigos ao lado apontando o dedo indicador para a vela. Léo e Diego se assustaram com o que viram a chama da vela estava agora muito alta e o verde estava mais intenso, Katarina saíra do banheiro e entrava no quarto quando escutou outro barulho vindo de trás da casa escura. Rapidamente apontou a lanterna para um quarto logo atrás dela, mas não viu nada, andou pelo corredor até o quarto escuro e focou a luz da lanterna pelo quarto, porém também não encontrou nada de estranho. Virou-se e olhou para o quarto a frente onde estavam seus amigos e estranhou a luz verde e forte. Entrou no quarto e ficou ao lado de Diego.
Uma sombra passa rapidamente pelo quarto, mas ninguém percebe nada além de Victor que estava tentando ficar sentado para olhar melhor a vela. Léo olhou para Victor, e percebeu que o amigo estava vendo alguma coisa que ninguém poderia ver, ficou ao lado do amigo e o ajudou a sentar.
_O que foi cara? – Perguntou Léo ajudando. _Viu alguma coisa?
_Vi... Está voaandoo... - Victor falou com uma voz baixa e arrastada e apontou a mão direita para um armário velho atrás de Diego e Katarina. _ Voa sobre vocês dois.
_Para com isso Victor, não tem graça! – Katarina ficou com mais medo ainda e brigou com o amigo. – Não gosto dessa brincadeira.
_Não me parece ser brincadeira, Victor pode está porre, mas eu o conheço e sei quando ele não está brincando mesmo estando alterado. – Falou Léo com os braços no ombro do amigo. _ Isso já aconteceu algumas vezes, e em uma delas eu também consegui ver o que ele via, parece que seus sentidos sensitivos aumentam quando ele bebe um pouco de mais. – Explicou.
_Mas eu não vejo nada em cima da gente. – Falou Diego.
_Esta chama verde... É um mau presságio... – Explicou o garoto com a voz baixa e arrastada e agora deu uma pequena enrolada na língua.
Enquanto isso do outro lado da cidade em uma casa branca em uma das ruas principais, um garoto de mais ou menos vinte e um anos de idade, cabelos negros, olhos castanhos claros, usava uma jaqueta de látex preta uma camisa listrada por baixo e calça jeans preta. Sentia uma forte presença na cidade, sabia que esses fenômenos de frio e chuva não eram normais.
Estava sentado a uma mesa de madeira e sobre ela havia um tabuleiro com símbolos de magia e em alguns pontos do tabuleiro havia umas luzes que picavam em cores diferentes, havia uma vela em cima da mesa iluminado o cômodo pequeno. O garoto levantou assustado e derrubou a cadeira, o silêncio e a concentração foram quebrados, levou a mão esquerda à boca e arregalaram os olhos, seu coração começou a bater desesperadamente e um frio começou em sua barriga e voltou a sentar-se em um sofá encostado a parede logo atrás.
Parecia prever o perigo que estava entrando na cidade aquele momento e não podia fazer nada para impedir. Tentou ficar calmo, fechou os olhos e respirou fundo e abriu os olhos novamente. Levantou do sofá e arrumou a cadeira e se sentou a mesa outra vez. Voltou a olhar fixamente para o misterioso tabuleiro, era como se estivesse lendo um livro. A chuva ainda estava muito forte e a essa altura muitas ruas da cidade já estavam alagadas.
O garoto passou o indicado direito pelo tabuleiro e identificou mais uma luz, estava em cima de um símbolo a esquerda parecia uma lua nova rodeada de estrelas. Ficou olhando para aquele ponto iluminado e percebeu se mover alguns centímetros para cima. O garoto parecia não entender o que estava fazendo, mas era como se tivesse que fazer aquilo.
Havia quatro pontos brilhantes em cantos diferentes, passou dez minutos olhando para o tabuleiro tentando entender aquilo. Desviou o olhar alguns segundo para a vela e percebeu que chama da vela estava mudando de cor lentamente para um roxo macabro. Uma sombra começava a sair lentamente de baixo da mesa. O garoto se levantou e apagou a vela, o cômodo ficou escuro levemente iluminado pelas pequenas luzes do tabuleiro e notou uma quinta luz aparecer no tabuleiro.
_O que serão essas luzes? – Pensou o garoto assustado. - E essa sombra que estava embaixo da minha mesa. E esse tabuleiro...? De quem será?
Dúvidas passavam pela cabeça do garoto que não quis mais saber do tabuleiro. O Fechou e o guardou numa gaveta em baixo da televisão. No escuro andou até seu quarto, tirou a jaqueta de látex preta jogou em qualquer lugar e deitou em sua cama. Ficou acordado algum tempo até cair no sono.
Victor não conseguia mais enxergar a sombra que sobrevoava Diego e Katarina. Léo ainda estava do lado do amigo. A chama da vela ainda estava verde e todos olhavam assustados para vela. Os barulhos atrás da casa pararam e a chuva finalmente pareceu diminuir. Já são 02h00min da madrugada e apenas Victor parece dormir nos braços de Léo. Katarina deitou na cama da esquerda e se embrulhou. Léo carregou Victor e o deitou em outra cama na direita. Diego pegou um colchonete dentro do armário e deitou o mesmo fez Léo. Conversaram alguns minutos e logo dormiram.
Ao amanhecer, a neblina ainda estava forte, porém a chuva havia passado completamente. Estava nublado e muitas nuvens de chuva no céu. Katarina foi a primeira a acordar, levantou e foi para a cozinha preparar o café da manhã. Diego levantou logo depois e cumprimentou a garota na cozinha e foi para o banheiro. Léo dormiu por mais alguns minutos e levantou. Victor não dava nem sinal de que ia acordar.
Os três ficaram na cozinha tomando café e discutiam o que aconteceu na madrugada.
_ Impressionante, não imaginei que viveria algo assim, parecia filme de terror. – Disse Katarina ainda meio assustada. – Não sabia que o Victor tinha o sexto sentido mais aguçado, durante todos esses anos ele nunca me disse nada sobre isso.
_Ele não gosta de falar nada pra ninguém, sabe que as pessoas vão ficar com medo e logo tentaram evitá-lo. – Explicou Léo. _Por um longo período Victor foi deixado de lado pelos amigos por causa disso, falavam que ele louco por que falava que via fantasmas, então parou de falar para as pessoas e foi sendo aceito de volta alguns anos depois, então depois de tanto tempo tentando evitar ver alguma coisa, ele definitivamente parou de ver... Até a alguns meses atrás.
_Como assim, ele passou um bom tempo sem ver nada, e há alguns meses atrás voltou a vê-los? Perguntou Diego.
_Que coisa... – Falou Katarina baixo.
_Aham, mas agora ele não fala para mais ninguém que consegue ver, pois tem medo de perder os amigos de novo. – Continuou Léo. _ Então quando ele acordar certamente não Lembrará muita coisa, tentem não tocar muito no assunto.
_Obrigado Léo, mas não vai precisar... – Falou Victor entrando na cozinha. _ Eu já não ligo para o que as pessoas pensam sobre eu ver ou não alguma coisa sobrenatural, se elas quiserem ser minhas amigas tudo bem, mas também não vou mais chorar se algum de vocês parar de falar comigo, eu já me acostumei com essa vida. – Falou Victor sério.
_Eu não vou parar de falar contigo, Victor. Desde pequeno que somos amigos, seria idiotice da minha parte. – Falou Léo.
_Eu também não... Apesar de dar um pouco medo. – Afirmou Katarina.
_Para mim não faz diferença, acabei de te conhecer então tanto faz. – Falou Diego.
_Obrigado... – Uma lagrima escorreu pelos olhos de Victor e rapidamente enxugou. _ Mas o Léo também tem o sexto sentido. - Revelou Victor.
_Verdade, eu agucei esse meu lado sensitivo esses anos ao lado dele, poucas vezes eu também senti e vi alguma coisa sobrenatural. – Explicou Léo desviando o olhar. _ É estranho e constrangedor estar em lugar onde só você pode ver coisas estranhas acontecerem.Continuou o café da manhã, os quatro ainda estavam assustados, mas logo isso ia acabar. Victor e Léo foram embora logo, antes do almoço. Katarina e Diego prepararam o almoço juntos e passaram o resto da manhã vendo filmes. O garoto da outra casa acordou tranqüilo, levantou e pegou o tabuleiro da gaveta em baixo da televisão. Olhou e a maioria dos pontos luminosos havia sumido apenas um estava andando lentamente pelos caminhos do tabuleiro.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Gold Street Cap 3

_Como isso é possível? – Sussurrou ainda com o olhar fixo no nada.
_Foi apenas um segundo, mas pareceu um minuto. – Continuou a garota.
Ao mesmo tempo os quatro jovens olharam para a caixa que agora estava aberta, havia um pequeno pergaminho enrolado e amassado dentro. Entreolharam-se, e Diego o dono da caixa pegou o pedaço de pergaminho. Abriu o papel amassado e enrolado leu em voz alta para todos ouvirem.
_ “Anjos e Demônios não podem passar para o nosso mundo, mas existem aqueles que podem, assim como existem humanos que podem ver e sentir o sobrenatural.”- Ao terminar de ler fez-se silêncio por um instante baixaram as cabeças, olharam para lugares diferentes, um trovão dissipa o silêncio. _Será verdade? – Perguntou o garoto com voz baixa.
_Então o que vocês acham? – Perguntou Léo.
_Estou ficando com medo.
_Pensem bem, esta caixa apareceu de forma misteriosa e todos vocês sentiram o que aconteceu quando o Diego a abriu. – Explicou Victor organizando os fatos. _Se fosse uma simples brincadeira de mal gosto de alguém, não teriam tantos efeitos especiais! – Terminou fazendo gestos com as mãos.
_Efeitos especiais, hehe! – Léo achou graça e deu um sorriso e uma leve gargalhada, Katarina também riu.
_Tudo bem que existam pessoas que podem ver e sentir coisas estranhas tipo: ver fantasmas ou premonições. – Continuou Victor olhando para todos. _Eu mesmo vejo fantasmas quase sempre. – Revelou.
A chuva continuava forte, vários trovões podiam ser ouvidos distantes, após um trovejo ensurdecedor veio à escuridão. A energia elétrica da cidade inteira havia apagado por tempo indeterminado.
_Que droga... Só faltava isso agora, não vamos nem poder assistir a um filminho. – Reclamou Katarina. _Eu tenho que procurar umas velas, mas não vou conseguir nessa escuridão.
_Eu trouxe umas lanternas, mas não sei se estão com pilhas. – Diego olhou dentro da mochila. _Estão aqui e estão funcionando!
Diego começou a brincar com sua sombra que estava aparecendo na parede do quarto. Katarina pegou um das lanternas e ligou, saiu do quarto e foi para a cozinha procurar umas velas e fósforos. Victor deitou em uma das camas que havia no quarto e começou a observar a sombra do amigo. Léo sentou na mesma cama em que Victor estava e também começou a observar Diego que estava brincando com a sombra de sua mão.
Katarina procura as velas em um armário ao lado da porta da cozinha, olha as gavetas e as estantes, mas não encontra nada. Saiu da cozinha e entrou no corredor mais uma vez, passa por uma imagem de uma Santa e encontra duas velas apagadas ao pé da imagem, pegou as velas e voltou à cozinha para pegar os fósforos que estavam ao lado do fogão. Saiu da Cozinha e voltou para o quarto.
_Pronto, estão aqui. – Falou, sentou no chão e deixou as velas e os fósforos em cima do tapete.
_Senta aí Diego, vamos acender uma vela e sentar ao redor. – Falou Léo com a idéia de começar a contar estórias de terror. _ Vou contar uma estória.
Diego desligou a lanterna e Katarina acendeu uma das velas no chão. Todos sentaram ao redor da vela acesa, houve um trovão, Katarina se assustou e se agarrou nos braços de Léo.
_¬¬ Isso por que a gente nem começou a contar as estórias... – Falou Léo fazendo uma cara de desaprovação.
_Você não tem nada de bebida aí, Katarina? – Perguntou Victor. _A gente pode beber alguma coisa enquanto contamos as estórias, de preferência álcool. Terminou.
_Hum... Acho que tem um vinho na geladeira, alguém mais vai querer?
_Não posso beber estou tomando remédio para dor de cabeça. – Falou Diego.
_Eu não bebo. – Falou Léo curto e grosso.
_Então acho que sou só eu, Katarina. – Falou Victor com um sorriso no rosto.
_Você e eu. – Completou a garota. _Eu também vou querer um pouco.
Katarina pegou umas das lanternas, levantou e saiu do quarto para a cozinha, abriu a geladeira e pegou uma garrafa de vinho tinto e dois copos de alumino e voltou para o quarto. Sentou no mesmo lugar que estava e encheu os copos, Victor pegou o copo e tomou tudo de uma vez eu apenas uma virada, Katarina fez o mesmo. Diego e Léo se entreolharam, mas não ligaram. Léo já ia começar a contar a estória quando todos escutaram um barulho no quarto dos fundos.
_Vocês escutaram isso? – Perguntou Victor. Eu só tomei um copo, não to doido ainda.
_Eu escutei também, veio lá de trás. – Respondeu Léo.
_Dever ser o Fofinho lá no quintal, parem de paranóia, acho que abrir essa caixa deixou vocês meio lesos. – Repreendeu Katarina olhando para os dois.
_É deve ser ele... Aliás, quem entraria na casa com um pitbull daqueles? – Lembrou Diego.
_Ta, ta, eu vou começar a contar a minha estória então.
Todos ouviram outro barulho, mas dessa vez ninguém ligou. Léo começou a contar sua estória e todos prestavam atenção. Contava uma estória sobre quatro garotos que foram acampar em uma floresta que ficava fora da cidade e todos acabaram atacados por uma coisa que todos falavam ser um morcego do tamanho de um homem. Victor e Katarina já estavam no terceiro copo de vinho, Diego pegou o cobertor da cama e se cobriu enquanto Léo olhava para todos com um olhar medonho. Houve outro barulho vindo de trás da casa, todos pularam assustados, Katarina gritou, houve outro trovão, Katarina berrou e deixou derramar um pouco de vinho no tapete.
_Ai, ai... Vamos parar por hoje, já estou com medo o suficiente para não dormir. – Falou a garota se enrolando em outro cobertor. _ Também não quero mais tomar isso. – Largou o seu quinto copo vazio no tapete.
_HAHAHAHAAAAAA!!! – Léo deu uma forte gargalhada sarcástica. – Mas eu ainda nem terminei, não vai ter graça se não tem um final...
_Concordo, também quero saber o final. – Concordou Diego.
_Pra mim tanto faz. – Falou Victor entornando mais um copo de vinho.
_Ai, ai... Eu não quero mais ouvir... - Repetiu.
Léo continuou a estória e terminou logo depois. Katarina não conseguia dormir e pediu para deixarem a vela acesa. Victor já estava tão porre que mal conseguia ficar em pé. Léo e Diego continuaram conversando um bom tempo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

GOLDSTREET Cap 2


O garoto também teve um pouco de calafrios ao ver Fofinho deitado na varanda, mas o cachorro nem se quer levantou a cabeça. Entraram e sentaram no sofá.
_Eu gostaria de um pouco de água. – Pediu o amigo.
_Eu também.
_Está bem, vou pegar. – Respondeu
A garota levantou-se delicadamente e virou as costas. Os dois garotos continuaram sentados, o frio começou de novo e a neblina ficou muito mais densa que antes, na rua não se podia ver muita coisa apena as luzes do postes embaçadas. Os carros agora pararam de passar pelas ruas. As pessoas que antes estavam fora de suas casas retornaram. De algum modo essa noite incomum está causando medo nas pessoas.
Algumas horas se passaram já são 21h00min e a neblina e nem o frio diminuíram. Alguém toca a campainha da casa neste momento. Os três que ainda continuavam conversando no confortável sofá da sala levantaram ao mesmo tempo para olhar janela a fora. Viram apenas uma silhueta masculina de alguém aparentemente da mesma idade, pois a neblina estava tão densa que mal se podia ver a dois metros de distância. Os três se entreolharam um pouco amedrontados.
_QUEM ESTÁ AÍ?-Gritou a garota de dentro da casa.
_EI! SOU EU! ABRE LOGO AQUI, POIS ESTÁ MUITO FRIO AQUI FORA!- Respondeu uma voz jovem.
_AH SIM! JÁ ESTOU INDO!- Gritou a garota outra vez reconhecendo a pessoa. _Esperem um minuto que vou abrir o portão para ele. –Falou aos amigos.
A garota que já estava com as chaves na mão abriu a porta saiu de casa andou até o portão e deixou o outro garoto entrar. É alto e esbelto, tem pele morena e cabelos negros, usa óculos de grau e veste uma camisa de manga longa azul escura e calças jeans azul clara e está com uma mochila nas costas. Os dois entraram na casa e se sentaram.
_Gente esse aqui é meu amigo, Diego. –apresentou o novo amigo aos garotos. _Eu o chamei para me fazer companhia esse final de semana que estou sozinha. – Explicou a garota.
_Olá, eu sou Victor! - Apresentou-se o garoto mais baixo e de cabelos castanho claros.
_Meu nome é Leonardo, mas todos me chamam de Léo. –Apresentou-se o outro garoto mais alto.
Os três se apresentaram e se cumprimentaram e continuaram conversando por mais uma hora. Diego que ainda não conhecia os amigos de sua amiga se enturmou fácil. Léo e Victor tinham que voltar para suas casas, pois estava tarde, mas o tempo não deixou escolha eles teriam que passar a noite na casa da amiga. Os dois telefonaram para suas casas e avisaram que iam ficar fora esta noite.
Ainda na sala, perceberam que Diego estava tirando um objeto da mochila muito semelhante a uma urna em miniatura, semelhante também a caixa dourada que aparecera para os dois garotos, mas o tamanho era bem menor, porém também havia um cadeado. Os dois garotos se entreolharam e acharam estranho. A garota também estranhou a urna e resolveu puxar assunto sobre ela.
_Que lindinha essa caixinha... E pesada também. – Falou a garota segurando a caixa.
_É sobre ela que eu quero falar com você, Katarina. – Falou o garoto num tom misterioso.
Os dois garotos se entreolharam mais uma vez, mas agora confirmando o que já haviam desconfiado antes, nesse momento começou a chover e os quatro jovens foram para a o quarto de hóspedes. O vento soprava tão forte que seus assovios podiam ser escutados e de repente o Fofinho começou a latir.
_Alguém pode fechar a janela da sala, por favor?
_Eu fecho. – Oferece-se Léo. – Levantou da cama e saiu do quarto.
Enquanto o garoto caminhava em direção a janela, percebeu algo no meio da rua parado e olhando fixamente nos seus olhos, em meio muito vento, chuva e neblina conseguiu enxergar o gato branco sentado. Talvez fosse o mesmo gato branco que vira algumas horas atrás com seu amigo. E o mais estranho é que ele está sentado tão normalmente como se nem estivesse chovendo. Léo fechou a janela da sala com o olhar fixo no gato, um calafrio passou por sua espinha nesse momento, pareceu que o gato tentava se comunicar com ele através do olhar, e por mais estranho que seja o garoto conseguiu entender.
Ao voltar ao quarto muito atordoado e confuso, olhou para os amigos com um olhar medonho e sentou-se. Talvez tenha entendido que os quatro amigos sentados juntos em um mesmo local não tenha sido apenas coincidência e sim como se alguém quisesse que estivessem ali.
_Hum... Eu quero falar uma coisa esquisita que aconteceu comigo hoje. – Diego olhou para todos e segurou a caixinha na mão direita. _Quando eu cheguei da escola essa caixinha de ouro estava em cima do meu criado mudo ao lado da TV, eu não sei quem a deixou lá, mas de casa ninguém foi, eu tentei abri-la de várias maneiras, mas todas em vão.
_Eu encontrei essa chave em baixo do meu travesseiro hoje quando acordei. – Katarina puxou uma chave que estava pendurada em seu colar. _ Também não sei de quem é, mas qualquer coisa está comigo.
_Victor e eu também encontramos uma caixa hoje. – Falou Léo de cabeça baixa. _Eu também tentei abri-la, mas não consegui, eu reparei Katarina que essa tua chave tem desenhos semelhantes as nossas caixas, talvez ela abra alguma delas, já que todos esses objetos apareceram misteriosamente. – Levantou a cabeça e olhou para a garota.
Katarina olhou sua chave e comparou com a caixa de Diego, também reparou as semelhanças e concordou com a hipótese. Victor olhou para o amigo assustado, não havia pensado na possibilidade.
_Vocês arriscam tentar? – Perguntou Diego impaciente.
_O que vocês acham que pode ter dentro dessa caixa? –Perguntou Victor mexendo o cabelo agoniado.
_Não vejo o motivo do medo, é só uma caixa o que poderia acontecer? – Falou Léo encorajado.
_Está bem, a chave está aqui. – Concordou a garota._Realmente, o que poderia acontecer?
_Ah pessoal, qual é? Isso aí não é a caixa de pandora vamos logo abrir! – Diego segurou a chave e a caixa.
_Hum... Por mim... - Concordou Victor.
_Está bem, lá vai! – Diego colocou a chave no cadeado da caixa e girou.
Foi como se o tempo parasse por um segundo, não se podia ouvir absolutamente nada após a chave ser virada. Um feito extraordinário, mágico, por um segundo tudo pareceu perder o peso, já não havia mais gravidade, tudo ficou escuro em um centésimo de segundo e no outro clareou. Foi o segundo mais demorado que os garotos haviam vivido e que jamais sonharam em presenciar. Uma sensação única e fantástica. Houve um estalo e tudo voltou ao normal, a chave e o cadeado sumiram em um brilho prateado ofuscante. Todos se entreolharam assustados e alucinados.
_VOCÊS VIRAM ISSO! VOCÊS VIRAM? – Berrou Victor com razão. _Caraca... Incrível e olhem que eu nem fumei “uma” hoje! – Falou diminuindo gradativamente o tom de voz.
_O que foi isso, parece que eu voei por um segundo... – Léo não acreditava no acabara de acontecer.
_É... Normalmente é isso que se acontece quando se fuma a erva, mas acredite, eu não fumei nada hoje! E vejam só o que aconteceu! – Falou tirando gracinhas.
Diego e Katarina ainda estavam pasmos e não conseguiam falar, estavam com os olhos esbugalhados como se estivessem vendo um fantasma. Léo estalou os dedos para chamar a atenção dos dois. Caíram em si logo depois.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

GOLDSTREET Cap 1


Entrou no quarto, tirou a camisa molhada e jogou de qualquer forma na cama delicadamente arrumada, abriu o armário e pegou uma toalha limpa para enxugar-se, olhou para a janela e a chuva continuava forte, houve um relâmpago e logo em seguida um trovão, a tarde estava monótona como todas as outras na pequena Vila dos Cabanos. Havia uma pequena caixa dourada em cima da mesa do computador.
Estranhou o objeto, acabou de enxugar os cabelos castanhos claros e jogou a toalha úmida em cima da cama, andou até a mesa do computador e segurou a caixa dourada e pesada. Reparou um pequeno e resistente cadeado prateado trancando a estranha caixa. Revirou o objeto tentando abri-lo, mas não demorou muito tempo para perceber que era impossível com a ausência da chave. Um ar de mistério paira no ambiente, deixou-se ser tomado pela curiosidade, aliás, os humanos são todos assim.
Ainda sucumbido pela curiosidade deixou a caixa onde estava, e foi trocar a bermuda molhada. Não conseguia parar de pensar, eram tantas perguntas, saiu do quarto e entrou no corredor da casa que leva até a cozinha. Puxou a cadeira pesada, houve um barulho, e sentou-se à mesa. Almoçou com a família, mas não comentou nada sobre a misteriosa caixa dourada que aparecera em seu quarto, levantou-se após terminar e agradeceu pelo almoço.
A noite chegou, trazendo com ela o frio, sereno e a neblina. Não há estrelas no céu essa noite, pensou ao sair de casa. Vestia uma camisa de moletom marrom e uma calça jeans azul escura, andava pela rua distraído, havia poucas pessoas andando pelas ruas aquela noite soturna, nada de interessante acontecia naquela cidade, nem um evento ou festival, tudo é como sempre foi.
Andando pela rua do hospital, próximo a casa de um amigo, ouve uma voz o chamando. Olhou para o lado direito e havia um garoto de mais ou menos dezessete anos, cabelos pretos, alto e esbelto usando um casaco de couro creme e calças jeans preta também andando vagaroso e sozinho.
_Olha só quem resolveu sair da “toca”.
_É... Não consegui resistir a essa noite gótica. - Respondeu o amigo.
_Eu precisava sair de casa, não paro de pensar em uma caixa que me apareceu hoje no quarto, isso ta me deixando louco.
_Caixa? Por um acaso ela é toda feita a ouro e aparentemente antiga?
_Sim, como você sabe, cara?
_Foi justamente pelo mesmo motivo que preferi sair de casa agora, eu não consegui abri-la, há um cadeado prateado... Eu tentei quebrá-lo com um martelo, mas nem sequer entortou.
_Hum... Eu apenas a revirei, mas nem tentei quebrar o cadeado, pensei logo na chave e desisti, porém estou curioso.
Agora os dois andavam por uma rua mal iluminada, apenas um poste de luz estava piscando ao fim da rua, não há casas nessa rua apenas árvores, e um gato branco atravessava sutilmente a rua. A neblina estava mais forte agora, o frio parecia aumentar, nunca haviam vivido uma noite assim na cidade, não pelo menos que os dois garotos lembrassem.
_E agora... Essa noite macabra. Eu nunca havia vestido roupas de frio aqui na Vila, pois é sempre um calor infernal.
O garoto mais alto percebe algo se mexer ao lado esquerdo e olha para o lado, mas não vê nada, não havia mais sinal do gato branco, achou estranho, pois não há relatos de animas vivendo nas reservas dentro da cidade, poderia ser alguém, pensou, mais por que estaria escondido, talvez fosse apenas paranóia, mas parou de andar e assustou o amigo.
_Você não escutou nada ou estranhou nada? – Perguntou desconfiado ao amigo.
_Hum... –balançou a cabeça negativamente._ por quê?
_Eu escutei, mas não deve ser nada, vamos rápido.
Os garotos apertaram os passos, mas realmente havia alguma coisa naquela rua, algo extraordinário e inexplicável, algo que apenas um dos garotos percebeu ou talvez o outro garoto houvesse mentido sobre não ter escutado algo. Ao saírem da rua escura olharam para trás e viram o mesmo gato branco de antes atravessando a rua agora para o lado oposto. Estranharam, porém não ligaram. Agora estão em uma longa rua diagonal, havia algumas pessoas na rua, casas com luzes ligadas, podia-se ouvir o barulho de televisões ligadas e de músicas. Ao final da rua, uma praça deserta, o frio e a neblina intimidaram a maioria dos habitantes a saírem de suas casas.
Continuaram andando e conversando, ainda na rua diagonal, varias ruas atravessam-na, em umas dessas ruas havia uma garota alta, cabelo castanho escuro e de pele morena, olhos verdes e de uma beleza incomum, sentada à frente de uma casa fechada. Os dois garotos a conhecem e resolvem ir até ela.
A garota logo percebe que alguém se aproxima e rapidamente esconde um objeto que usa como um pingente para dentro do moletom roxo. Levanta-se e anda em direção aos dois garotos para cumprimentá-los.
_Olá! – Diz a garota.
_Oi, como você está? – Pergunta o garoto mais alto.
_Boa noite! – Cumprimentou o garoto mais baixo.
_Estou bem, mas fiquei trancada para fora de casa.
_Que bizarro “trancada” para fora de casa... – Abafou uma risada.
_É estou só em casa este final de semana mais tranquei o cadeado do portão e esqueci a chave dentro de casa, só estou com a chave da porta.
_E porque você não pula o muro?
_Há espinhos de ferro em cima e tenho medo de me machucar, tentei pedir ajuda para meu vizinho, mas parece que não tem ninguém. – Terminou de falar e apontou para a casa ao lado.
_Podemos ajudá-la. – Ofereceu o garoto.
_É, eu posso pular o muro se você quiser, é só me entregar à chave.
_Obrigado, tome é esta a chave da porta. – Tirou a chave do bolso do moletom.
O garoto reparou que havia outra chave pendurada no colar que ela usava, mas não ligou, porém o outro garoto também percebeu, reparou também que os desenhos que enfeitavam a chave eram semelhantes ao de seu cadeado prateado que trancava a caixa dourada. O garoto menor pegou a chave e subiu no muro e logo pulou para dentro.
_Viu? Foi tão fácil... – Soltou um sorriso e olhou para trás.
_Legal, mas cuidado com o Fofinho, acho que o deixei solto.
_ “Fofinho” um cachorro com esse nome não pode ser perigoso... – Pensou o garoto.
Ao mesmo tempo em que pensou e virou-se para trás deu de cara com um pitbull red nose marrom e com orelhas cortadas deitado na varanda da casa. Ficou paralisado ao vê-lo, calafrios atravessavam sua espinha dorsal de cima a baixo sem parar, o frio que fazia nas ruas eram brincadeiras de criança comparado ao de sua barriga naquele momento. Tentou correr, mas não havia forças em suas pernas bambas. Então a garota falou:
_Fofinho, fica quieto aí enquanto meu amigo abre a porta de casa. – A garota falou calmamente com o cachorro que estava deitado, o cachorro pareceu nem se incomodar com a presença estranha do garoto no meio do jardim.
_E... Esse é... É o “Fofinho”? – Perguntou o garoto que estava ao lado de fora.

_É esse sim, meu “Fofinho”, desde pequeno o chamo assim, você não acha ele fofo também?
_¬¬ Quem colocaria um nome desses em um pitbull red nose marrom de orelhas cortadas? – Pensou o garoto duplamente assustado.
_Hein? Você não acha? – Repetiu
_Ó sim! É o nome mais adequado pra essa raça. – Respondeu tentando não contrariar a garota._Normalmente as pessoas dão o nome de Céberos ou Syrius... – Pensou novamente.
Em uma tentativa desesperada de tentar andar, o garoto deixou a chave cair no chão, o cachorro levantou a cabeça ao escutar o barulho da chave caindo. Outra vez paralisou agora seu estomago passou de frio para quente, começou a suar mesmo estando no frio.
_Calma aí Fo... Fofinh... Nho... – Consegui pegar a chave caída.
Conseguiu andar tremulamente até a porta larga de madeira, logo abriu a porta e entrou, bateu a porta para o cachorro não tentar entrar. Era como esvair se em alívio.
_EI VOCÊ ESTA VIVO? – Gritou a garota do lado de fora. – A CHAVE ESTÁ EM CIMA DA GELADEIRA! – Gritou de novo informando o lugar da chave.
_ESTÁ BEM! – Gritou respondendo de volta.
Andou da sala de estar para o corredor, do corredor para a cozinha e encontrou a chave. Fez o caminho de volta e de dentro da casa abriu uma das janelas e jogou a chave para a garota que conseguiu pega-la. Abriu o cadeado do portão e entrou com o outro garoto.