quarta-feira, 21 de maio de 2008

Gold Street Cap 3

_Como isso é possível? – Sussurrou ainda com o olhar fixo no nada.
_Foi apenas um segundo, mas pareceu um minuto. – Continuou a garota.
Ao mesmo tempo os quatro jovens olharam para a caixa que agora estava aberta, havia um pequeno pergaminho enrolado e amassado dentro. Entreolharam-se, e Diego o dono da caixa pegou o pedaço de pergaminho. Abriu o papel amassado e enrolado leu em voz alta para todos ouvirem.
_ “Anjos e Demônios não podem passar para o nosso mundo, mas existem aqueles que podem, assim como existem humanos que podem ver e sentir o sobrenatural.”- Ao terminar de ler fez-se silêncio por um instante baixaram as cabeças, olharam para lugares diferentes, um trovão dissipa o silêncio. _Será verdade? – Perguntou o garoto com voz baixa.
_Então o que vocês acham? – Perguntou Léo.
_Estou ficando com medo.
_Pensem bem, esta caixa apareceu de forma misteriosa e todos vocês sentiram o que aconteceu quando o Diego a abriu. – Explicou Victor organizando os fatos. _Se fosse uma simples brincadeira de mal gosto de alguém, não teriam tantos efeitos especiais! – Terminou fazendo gestos com as mãos.
_Efeitos especiais, hehe! – Léo achou graça e deu um sorriso e uma leve gargalhada, Katarina também riu.
_Tudo bem que existam pessoas que podem ver e sentir coisas estranhas tipo: ver fantasmas ou premonições. – Continuou Victor olhando para todos. _Eu mesmo vejo fantasmas quase sempre. – Revelou.
A chuva continuava forte, vários trovões podiam ser ouvidos distantes, após um trovejo ensurdecedor veio à escuridão. A energia elétrica da cidade inteira havia apagado por tempo indeterminado.
_Que droga... Só faltava isso agora, não vamos nem poder assistir a um filminho. – Reclamou Katarina. _Eu tenho que procurar umas velas, mas não vou conseguir nessa escuridão.
_Eu trouxe umas lanternas, mas não sei se estão com pilhas. – Diego olhou dentro da mochila. _Estão aqui e estão funcionando!
Diego começou a brincar com sua sombra que estava aparecendo na parede do quarto. Katarina pegou um das lanternas e ligou, saiu do quarto e foi para a cozinha procurar umas velas e fósforos. Victor deitou em uma das camas que havia no quarto e começou a observar a sombra do amigo. Léo sentou na mesma cama em que Victor estava e também começou a observar Diego que estava brincando com a sombra de sua mão.
Katarina procura as velas em um armário ao lado da porta da cozinha, olha as gavetas e as estantes, mas não encontra nada. Saiu da cozinha e entrou no corredor mais uma vez, passa por uma imagem de uma Santa e encontra duas velas apagadas ao pé da imagem, pegou as velas e voltou à cozinha para pegar os fósforos que estavam ao lado do fogão. Saiu da Cozinha e voltou para o quarto.
_Pronto, estão aqui. – Falou, sentou no chão e deixou as velas e os fósforos em cima do tapete.
_Senta aí Diego, vamos acender uma vela e sentar ao redor. – Falou Léo com a idéia de começar a contar estórias de terror. _ Vou contar uma estória.
Diego desligou a lanterna e Katarina acendeu uma das velas no chão. Todos sentaram ao redor da vela acesa, houve um trovão, Katarina se assustou e se agarrou nos braços de Léo.
_¬¬ Isso por que a gente nem começou a contar as estórias... – Falou Léo fazendo uma cara de desaprovação.
_Você não tem nada de bebida aí, Katarina? – Perguntou Victor. _A gente pode beber alguma coisa enquanto contamos as estórias, de preferência álcool. Terminou.
_Hum... Acho que tem um vinho na geladeira, alguém mais vai querer?
_Não posso beber estou tomando remédio para dor de cabeça. – Falou Diego.
_Eu não bebo. – Falou Léo curto e grosso.
_Então acho que sou só eu, Katarina. – Falou Victor com um sorriso no rosto.
_Você e eu. – Completou a garota. _Eu também vou querer um pouco.
Katarina pegou umas das lanternas, levantou e saiu do quarto para a cozinha, abriu a geladeira e pegou uma garrafa de vinho tinto e dois copos de alumino e voltou para o quarto. Sentou no mesmo lugar que estava e encheu os copos, Victor pegou o copo e tomou tudo de uma vez eu apenas uma virada, Katarina fez o mesmo. Diego e Léo se entreolharam, mas não ligaram. Léo já ia começar a contar a estória quando todos escutaram um barulho no quarto dos fundos.
_Vocês escutaram isso? – Perguntou Victor. Eu só tomei um copo, não to doido ainda.
_Eu escutei também, veio lá de trás. – Respondeu Léo.
_Dever ser o Fofinho lá no quintal, parem de paranóia, acho que abrir essa caixa deixou vocês meio lesos. – Repreendeu Katarina olhando para os dois.
_É deve ser ele... Aliás, quem entraria na casa com um pitbull daqueles? – Lembrou Diego.
_Ta, ta, eu vou começar a contar a minha estória então.
Todos ouviram outro barulho, mas dessa vez ninguém ligou. Léo começou a contar sua estória e todos prestavam atenção. Contava uma estória sobre quatro garotos que foram acampar em uma floresta que ficava fora da cidade e todos acabaram atacados por uma coisa que todos falavam ser um morcego do tamanho de um homem. Victor e Katarina já estavam no terceiro copo de vinho, Diego pegou o cobertor da cama e se cobriu enquanto Léo olhava para todos com um olhar medonho. Houve outro barulho vindo de trás da casa, todos pularam assustados, Katarina gritou, houve outro trovão, Katarina berrou e deixou derramar um pouco de vinho no tapete.
_Ai, ai... Vamos parar por hoje, já estou com medo o suficiente para não dormir. – Falou a garota se enrolando em outro cobertor. _ Também não quero mais tomar isso. – Largou o seu quinto copo vazio no tapete.
_HAHAHAHAAAAAA!!! – Léo deu uma forte gargalhada sarcástica. – Mas eu ainda nem terminei, não vai ter graça se não tem um final...
_Concordo, também quero saber o final. – Concordou Diego.
_Pra mim tanto faz. – Falou Victor entornando mais um copo de vinho.
_Ai, ai... Eu não quero mais ouvir... - Repetiu.
Léo continuou a estória e terminou logo depois. Katarina não conseguia dormir e pediu para deixarem a vela acesa. Victor já estava tão porre que mal conseguia ficar em pé. Léo e Diego continuaram conversando um bom tempo.

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