sábado, 30 de agosto de 2008

GOLD STREET Cap 5

Ainda estava frio. Victor estava deitado em sua cama vendo TV quando o telefone tocou. Victor atendeu ao telefone ao lado, e era seu amigo Felipe, que ligou assustado.
_Alô, Victor!
_Eeeu... – respondeu com uma voz sonolenta.
_Sou eu Felipe, estavas dormindo?
_Quase... Eu to vendo TV.
_Ah foi mal, passa aqui em casa agora, tenho uma coisa pra te mostrar. – Falou ligeiramente empolgado.
_Ta legal, vou me arrumar e vou indo pra tua casa, também tenho uma coisa pra te mostrar.
_Ta, até logo. – Desligou
Victor procurou o controle da TV e não encontrou, levantou da cama e abriu o armário bagunçado. Vestiu uma camisa pegou a caixa dourada que estava sobre o criado mudo e saiu do quarto deixando a TV ligada. Entrou no corredor da casa que leva até a cozinha, bebeu um pouco d’água e saiu pela porta dos fundos. Ainda havia neblina na rua e fazia frio. Olhava para os lados e via poucas pessoas andando pelas ruas da cidade, passando agora pela rua do hospital desviou o caminho e seguiu para casa de Léo. Léo estava na frente de sua casa com o cachorro.
_Fala Léo, borá na casa do Felipe? - Perguntou Victor quando chegou.
_Ele ta fazendo o que lá?
_Ele me ligou agora pouco falando que tem uma coisa pra me mostrar, aí eu falei que eu também tinha algo pra falar pra ele. – Mostrou a caixa dourada. _ Pega a tua caixa e vamos a casa dele.
_Hum... Ta legal espera um pouco que eu vou lá dentro pegar a minha. – Léo prendeu o cachorro e entrou na casa correndo.
Alguns minutos depois o garoto saiu da casa e os dois foram para a casa de Felipe. Passando agora pela praça os garotos percebem uma grande movimentação por ali. Os garotos foram ver o que estava acontecendo. Havia alguns garotos por ali da mesma roda de amigos e foram perguntar o que tinha acontecido. Uma garota de mais ou menos 1,70 de altura e cabelos escuros e longos estava por ali, os dois garotos a conhecem.
_Haline? – Chamou Léo.
_Oi Léo, oi Victor, vocês viram o que aconteceu ontem à noite? – Perguntou a garota também sem saber o que estava acontecendo.
_Não, o que aconteceu? – Victor se adiantou.
_Eu também cheguei agora, mas me parece que uma cratera abriu ali no meio da praça inexplicavelmente. – Completou Haline.
_Ã como assim uma cratera!? – Exaltou-se Léo.
Victor nota em Haline que há um colar com uma chave no pescoço da amiga parecida com a que estava com a Katarina, e da um toque no amigo. Haline segura à chave com se estivesse protegendo e depois pede para os garotos a seguirem.
_Venham comigo, tem alguma coisa muito estranha por aqui, vocês não estão sentindo? – Comentou a garota passando pelo meio da multidão.
_Haline, agora que você falou, eu também estou sentindo um clima pesado, mas é estranho por que isso só acontece quando... – Victor parou de falar espontaneamente e também parou de se mexer.
_Victor por que tu paraste assim, aconteceu alguma coisa? – Perguntou Léo.
Victor parou e olhou diretamente para a cratera que estava no meio da praça. Léo começou a olhar atentamente para a cratera também junto com a Haline e por uma fração de segundo Léo observa algo se mexer dentro da cratera.
_O que é aquilo... – Diz Victor baixinho.
_O que aconteceu com o Victor, Léo! – Perguntou Haline preocupada.
_Não é coisa boa, Victor está vendo coisas que normalmente não vemos, devemos sair daqui, pois não é seguro, precisamos tirar todas essas pessoas daqui também. – Falou Léo segurando o braço direito da Haline e puxando Victor pela manga da camisa.
Os três andaram até a esquina e Victor retomou a consciência. E voltou a olhar para trás nervoso. Léo e Haline também olharam.
_O que foi que tu viste Victor! O que tem lá? – Perguntou Léo.
_Aquilo não é seguro, há alguma coisa poderosa lá dentro e não é desse mundo é perigoso para qualquer pessoa ficar por ali. Eu vi uma pessoa sem alma sair de lá, mas as outras pessoas não podem ver e ela está caminhando por ali com um zumbi. – Explicou.
_Isso só pode ser brincadeira tua, como assim zumbi? – Perguntou a garota incrédula.
_Depois a gente explica, mas tem alguma coisa muito estranha acontecendo aqui na Vila esses tempos, essa tua chave aí, por exemplo, como foi que tu a conseguiste, Haline? – Perguntou Léo.
_Ã como assim? Eu não sei, ela apareceu no meu quarto enquanto eu dormia essa noite. – Tentou explicar.
_Isso também é estranho, vem com a gente Haline, Victor liga pra Katarina e pro Diego, precisamos falar com eles. – Ordenou Léo.
_Espera aí a gente tem que ir lá com o Felipe antes, ele ta esperando a gente.
_Liga pra ele também e pede pra ele vir aqui, com certeza o que ele tem pra falar é sobre o que a gente suspeita.
_O que ta acontecendo, eu to começando a ficar com medo disso. – Falou Haline.
_É pra ter medo mesmo, pois isso não é nada normal. –Falou Léo.
Victor pegou seu celular e ligou para Katarina e Felipe. Léo tentava explicar para Haline o que estava acontecendo. As pessoas que estão em volta da cratera começam a irem embora. Felipe chega alguns minutos depois e se junta aos amigos, trás algo semelhante a um tabuleiro fechado em baixo dos braços. Katarina e Diego chegam logo depois.
_Caraca, o que é aquilo no meio da praça? – Perguntou Katarina levando as mãos à cabeça.
_Parece uma cratera, o que foi aquilo? – Felipe olhou para os lados.
_A gente também não sabe, mas sabemos de coisas que outras pessoas também não sabem e que pode ter haver com o que está acontecendo. – Falou Victor.
_Tipo o que, também tenho uma coisa pra mostrar pra vocês que eu acho muito suspeito. – Completou Felipe.
Quase meia hora depois Victor e Léo explicaram a situação, pareceu loucura, mas todos perceberam que era exatamente o que estava acontecendo. Felipe explicou sobre o tabuleiro e mostrou todos os pontos luminosos que havia e notou que o ponto mais forte estava ali bem perto deles.
_Tudo indica que esse ponto maior é essa cratera. – Suspeitou Felipe.
_Ainda bem que não tem mais ninguém ali, só aquele gato branco ao lado daquela árvore. – Apontou Katarina.
_Gato branco? – Lembrou Léo. – Esse gato ta atrás da gente desde ontem, mas que diabos ele ta querendo?
_É verdade eu me lembro dele atrás da gente na rua. – Lembrou Victor olhando para o gato.
_Deve ter alguma coisa haver mesmo, olhem só ele também é um ponto no tabuleiro, bem fraco parece até que ta tentando esconder a presença, mas é ele sim.
_Vamos lá então, a gente não vai resolver nada se ficarmos aqui parados. – Falou Haline começando a andar em direção a cratera.
Haline andava em direção da cratera, os outros se entreolharam e fizeram um sinal de positivo com a cabeça e seguiram a garota.